Minha história
Em 2021, eu ainda vivia no Rio de Janeiro e trabalhava com uma empresa de alimentos orgânicos. Embora existisse propósito naquele trabalho, a forma como eu vivia já não combinava comigo. Eu trabalhava horas infinitas, quase não via minhas filhas nem meu marido e, pouco a pouco, fui me afastando de quem eu era.
Chegou um momento em que precisei largar tudo e seguir por outro caminho, mesmo sem saber qual seria. Foi então que meu marido recebeu um convite para trabalhar em Caraíva. Alugamos uma casa sem nunca termos vindo e chegamos sem conhecer ninguém, sem trabalho e sem jamais termos pisado aqui.
Não foi fácil, mas foi uma das melhores decisões da minha vida.
Caraíva me aproximou novamente de mim. Observando a natureza, compreendi que tudo é feito de ciclos e que nós também estamos em constante transformação. A convivência com o povo Pataxó ampliou minha relação com o território e me ensinou que não estamos separados da natureza, fazemos parte dela.
Aqui aprendi a escutar com mais atenção os meus próprios compassos: a intuição, os desejos e os desconfortos que mostram quando é hora de permanecer ou mudar.
Hoje vivo uma nova transição, mas consigo atravessá-la com mais consciência e leveza. Entendo que a minha história não está pronta e que não existe uma versão definitiva de quem sou.
Já não procuro apenas um lugar ao qual chegar. Quero estar inteira nos caminhos que escolho percorrer.




O que me motivou a criar esta imersão
Criei esta imersão porque, durante minhas transformações, muitas vezes me senti sozinha. Mesmo com o apoio da minha família, percebi que existem sentimentos que só outra mulher consegue compreender.
Também aprendi que estar em coletivo torna qualquer mudança mais leve. Quero compartilhar com vocês as ferramentas que encontrei, aprender com cada uma e atravessar juntas os novos ciclos que estamos vivendo.


